sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Porque os gatos nos fascinam tanto? Serão eles mensageiros que surgem em nossas vidas como instrumentos Divinos, para nos confortar durante os tempos tempestuosos de nossas vidas?


Do livro: "O Vendedor de Sonhos" (Augusto Cury)

Certa vez houve uma inundação numa imensa floresta.
O choro das nuvens que deveriam promover a vida dessa vez anunciou a morte. Os grandes animais bateram em retirada fugindo do afogamento, deixando até seus filhos para trás.
Devastavam tudo o que estava à frente.
Os animais menores seguiam os seus rastros.
De repente uma pequena andorinha, toda ensopada, apareceu na contramão procurando a quem salvar.

As hienas viram a atitude da andorinha e ficaram admiradíssimas. Disseram: "Você é louca! O que poderá fazer com um corpo tão frágil?". E os abutres brandaram: "Utópica! Veja se enxerga a sua pequenez!”.
Por onde a pobre andorinha passava era ridicularizada. Mas, atenta, procurava alguém que pudesse resgatar.
Suas asas batiam fatigadas, quando viu um filhote de beija-flor se debatendo na água, quase se entregando.
Apesar de nunca ter aprendido a mergulhar, ela se atirou na água e com muito esforço pegou o diminuto pássaro pela asa esquerda. E bateu em retirada, carregando o filhote com o bico.

Ao retornar encontrou as hienas, que não tardaram a declarar: "Maluca! Está querendo ser heroína!”.
Mas não parou; muito fatigada só descansou após deixar o pequeno beija-flor em local seguro.
Horas depois, encontrou as hienas embaixo de uma sombra. Fitando-as nos olhos, deu a sua resposta: "Só me sinto digna das minhas asas se eu as utilizar para fazer os outros voarem”.


Carol Monteiro


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