segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Não tem explicação, não tem, não tem...

Estamos juntos há quatro dias e eu já sinto um amor incondicional por esse amigo que ganhei. Pois é, não tem mesmo explicação e se alguém tiver e puder me falar, seria eternamente grata rs
Acordo e já vou direto para a garagem ver como Homero está e ele me recebe todo carinhoso, todo meigo e feliz. É o melhor bom dia que alguém pode ganhar.
Sair para o trabalho é quase o fim do mundo pra mim. Fico preocupada demais com ele. E quando tenho oportunidade ou até mesmo quando não tenho falo dele para todo mundo hahahaha
Chegar em casa é uma alegria sem fim pra mim e esses dias percebi que pra ele também. Coloco ele no colo e o “espertinho” fica se exibindo como quem diz: “Nossa, que bom que você chegou. Sinto muito sua falta”.
Brinco com ele por um tempo e acabei ganhando alguns arranhões bem visíveis desde que ele chegou, mas sinceramente não me preocupo não, às vezes até deixo rs
Ele brinca, brinca e quando cansa se aconchega no meu colo para eu fazer ele dormir, já virou rotina.
Ai eu tenho o duro trabalho de colocar ele na garagem. Subo correndo pro quarto para não escutar nem um “miu” de tristeza. Juro que nas vezes que escutei já pensei em dormir com ele na garagem.
Mas a garagem ta ficando pequena DEMAIS pra ele.
Eu e minha mãe decidimos deixar ele passear para ir conhecendo a casa enquanto estamos por perto. E ele tem saído muito bem. Já sabe escalar o sofá para dormir e já sabe descer também. Sobe os quinze degraus que levam ao segundo andar da casa em menos de um minuto.
Minha mãe é mais tranqüila e fala sempre pra mim: “Deixa o gato em paz, ele tem instinto. Ele sabe se virar”. Não respondo, pois sei que no fundo ele tem razão, mas é impossível não ficar atrás dele vendo o que ele anda aprontando pela casa.
Eu tento sempre encorajá-lo, por exemplo: “Sobe aqui, Homero”, “Desce devagar, meu filho”. Sempre tentando fazer barulhos para ele conseguir perceber a altura do degrau, do sofá e até mesmo da cama, mas essa ele aprendeu a subir sem a ajuda de ninguém.
Minha sorte é que ele não consegue ver a minha cara de medo e preocupação quando ele tenta algo novo. Coloco a mão na boca para abafar o grito de “MEU DEUS DO CÉU” que sempre ousa sair quando ele quer fazer uma arte nova.
Homero é muito corajoso. Eu nunca iria imaginar uma adaptação tão rápida.
Ontem enquanto eu me arrumava para ir pro trabalho, ele arrumou um jeito de se esconder dentro do meu armário rs  



Ele já se dá bem com todos os outros gatos da casa. E inacreditavelmente parece que os gatos sentiram que ele é diferente. Isso foi ótimo, pois nenhum gato estranhou Homero.
O Dudu (cachorro) deixa ele dar o famoso “bote” no pescoço dele e nada faz. A Lilo (cadela) brinca de pique com ele e adora roubar as 300 bolinhas barulhentas que compramos pra ele.

Homero é muito especial, muito mesmo. O povo tem aquela ignorante mania de falar que: “O gato só te faz carinho quando quer algo”. Eu sempre desacreditei, mas não critico ninguém. Só quem tem um gato em casa sabe que isso não é verdade.
E o Homero só chegou para afirmar muito mais esse pensamento que eu já tinha e tenho. Não acredito que quando ele vem andando e se aconchega no meu colo, ele ta querendo pedir “algo em troca”, além de carinho e um pouco de atenção. Ah e se eu paro de fazer carinho, ele reclama rs
Homero ta se saindo muito bem e eu estou muito feliz com a presença dele na minha vida. O machucado dele já ta bem melhor e o olho melhora a cada dia. Ele é levado pra caramba mais do que qualquer gato filhote que eu tenha visto.

Por fim, agradeço a Deus todos os dias por ter “unido” a gente. Ele chegou mesmo para mudar minha vida.


 Carol Monteiro 

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